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Destaque

Nova terapia promissora reverte danos cerebrais em modelo animal de Alzheimer

Uma descoberta científica recente, publicada na renomada revista Nature Medicine, aponta para um avanço significativo na busca por tratamentos eficazes contra a doença de Alzheimer. Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram uma nova abordagem terapêutica que demonstrou a capacidade de reverter danos cerebrais em modelos animais da doença, oferecendo um vislumbre de esperança para milhões de pessoas afetadas globalmente. A pesquisa focou em um mecanismo celular específico que se acredita ser um dos principais motores da neurodegeneração observada no Alzheimer. A equipe conseguiu modular a atividade de proteínas envolvidas em processos inflamatórios crônicos no cérebro, um fator cada vez mais reconhecido como crucial no desenvolvimento e progressão da doença. Os resultados preliminares são animadores e abrem novas avenidas para a investigação clínica. A terapia experimental, ainda em estágios iniciais de desenvolvimento, utilizou uma combinação de comp...

Secas, enchentes e perdas bilionárias: o impacto climático na mesa do brasileiro

Como as mudanças climáticas afetam a produção de alimentos no brasil — Jornal Metro

Secas, enchentes e perdas bilionárias: o impacto climático na mesa do brasileiro

Em 2026, o Brasil enfrenta colheitas reduzidas e altas nos preços dos alimentos por causa de secas, enchentes e ondas de calor intensas — dados da Embrapa confirmam perdas de R$ 32 bilhões em dois anos.

Farmácias de manipulação e supermercados registram aumentos de até 45% em itens básicos, como feijão, arroz e farinha, afetando diretamente o orçamento das famílias mais vulneráveis.

A crise climática se transformou em um desafio macroeconômico: o setor agropecuário, responsável por 26% do PIB agrícola, agora precisa integrar riscos climáticos em seus planos de gestão financeira e logística.

Drought cornfield brazil — Jornal Metro

Secas recorrentes dizimam lavouras no Centro-Oeste

A região Centro-Oeste, principal produtora de soja, milho e algodão do país, vive sua pior seca em 50 anos. Em Mato Grosso, a precipitação acumulada entre janeiro e abril foi 65% inferior à média histórica.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno La Niña, agravado por mudanças na circulação atmosférica, reduziu a umidade do solo em áreas críticas de plantio.

“A planta só consegue extrair nutrientes com umidade adequada. Sem isso, a produtividade cai até 40%”, afirmou a pesquisadora Maria Clara Mendes, da Embrapa Milho e Sorgo, durante o Fórum Nacional de Segurança Alimentar.

Dried soybeans field drought — Jornal Metro

Enchentes no Sul: uma contradição climática

Enquanto o Centro-Oeste arde de sede, o Rio Grande do Sul sofre com chuvas extremas: mais de 300 mm em 24 horas em Passo Fundo e São José do Norte. O resultado: 1,2 milhão de hectares de lavouras inundadas.

O Instituto Geociências da UFRGS alerta que a combinação de solo saturado com eventos pluviométricos intensos é cada vez mais comum devido à variação da temperatura do Atlântico Sul.

“É o chamado *flash flood* agrícola. A água não tem tempo de infiltrar e arrasta sementes, fertilizantes e até plantas inteiras”, explicou o engenheiro agrônomo Carlos Henrique Silva, da Epagro.

Impactos em cadeia: da fazenda à mesa

A redução de oferta de grãos impulsiona os preços do óleo de soja, farelo e derivados — e isso repercutiu diretamente no custo do pão, da carne e do leite.

Segundo o IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-A) subiu 1,8% em abril, sendo que alimentos representaram 68% da inflação mensal.

Na cadeia produtiva, frigoríficos reduziram a compra de bezerros em até 30% em decorrência da escassez de pastagem — um ciclo que começa na种子 e termina no prato do consumidor.

Adaptação tecnológica: uma corrida contra o tempo

Fazendas experimentais do MAPA estão testando variedades de soja com maior tolerância à seca — uma delas, a BRASILIA-7D, mostrou 22% mais produtividade em condições de estresse hídrico.

O uso de sensores de umidade em tempo real e drones de monitoramento já abrangem 18% das áreas cultivadas no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Agronegócio (ABAG).

Ao mesmo tempo, técnicas de plantio direto e recuperação de pastagens degradadas ganham força como estratégias de mitigação de riscos climáticos.

  • Soja: perda estimada de 12,3 milhões de toneladas em 2026
  • Milho: queda de 19% na produção no Centro-Oeste
  • Feijão: colheita de segunda safra reduzida em 27%
  • Café: queda de 15% em Minas Gerais devido ao calor extremo

Ameaça à segurança alimentar e à saúde

A escassez de alimentos básicos afeta diretamente a segurança alimentar. Em 2025, o Brasil viu o maior índice de insegurança alimentar grave em 10 anos: 27,6% das famílias vivem sem acesso regular a alimentos dignos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Os alimentos mais caros são os mais ricos em nutrientes — frutas, legumes e verduras — levando ao aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e à piora da nutrição infantil.

“Não é só fome. É desnutrição silenciosa. Crianças deixam de receber ferro, zinco e vitaminas essenciais”, afirmou a epidemiologista Dra. Roberta Almeida, diretora do Departamento de Saúde Ambiental do MS.

Hungry child empty shelf — Jornal Metro

Políticas públicas em tempo de crise climática

O governo federal lançou em março o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima na Agricultura (PNAAC), com R$ 4,2 bilhões destinados a infraestrutura hídrica, assistência técnica e seguros rurais.

Mas especialistas questionam a velocidade de implementação. “A burocracia segue lenta. Enquanto esperamos liberação de crédito, o produtor já vendeu sua safra antecipadamente — a prejuízo”, alertou o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins.

O Congresso Nacional analisa atualmente o Marco Legal da Resiliência Climática, que propõe incentivos fiscais para produtores que adotam práticas regenerativas.

O futuro: o que dizem os modelos climáticos

O último Relatório Nacional de Avaliação Climática (INPE, 2026) projeta um aumento médio de temperatura de 2,3°C até 2050 no Brasil — com picos de 4°C no Norte e Centro-Oeste.

Os modelos preveem maior intensidade das chuvas, mas menor número de dias com precipitação — ou seja: mais seca entre as chuvas e mais enchentes repentinamente.

Isso exige uma revolução no manejo do solo e na gestão da água. “O modelo de produção baseado em clima está encerrado. O novo modelo é de resiliência”, concluiu o climatologista Carlos Nobre, em audiência pública na Câmara dos Deputados.

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