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Destaque

Nova terapia promissora reverte danos cerebrais em modelo animal de Alzheimer

Uma descoberta científica recente, publicada na renomada revista Nature Medicine, aponta para um avanço significativo na busca por tratamentos eficazes contra a doença de Alzheimer. Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram uma nova abordagem terapêutica que demonstrou a capacidade de reverter danos cerebrais em modelos animais da doença, oferecendo um vislumbre de esperança para milhões de pessoas afetadas globalmente. A pesquisa focou em um mecanismo celular específico que se acredita ser um dos principais motores da neurodegeneração observada no Alzheimer. A equipe conseguiu modular a atividade de proteínas envolvidas em processos inflamatórios crônicos no cérebro, um fator cada vez mais reconhecido como crucial no desenvolvimento e progressão da doença. Os resultados preliminares são animadores e abrem novas avenidas para a investigação clínica. A terapia experimental, ainda em estágios iniciais de desenvolvimento, utilizou uma combinação de comp...

Empreendedorismo feminino bate recorde no Brasil em 2026

O crescimento do empreendedorismo feminino no país — Jornal Metro

Empreendedorismo feminino bate recorde no Brasil em 2026

O Brasil registrou o maior número histórico de empresas lideradas por mulheres em 2026, com crescimento de 12,7% em relação ao ano anterior, segundo dados do Sebrae e IBGE. A pandemia acelerou tendências de autonomia e flexibilidade, impulsionando a adesão ao empreendedorismo.

Mulheres estão criando negócios em setores tradicionais e emergentes — da saúde digital à agroecologia — com foco em impacto social, sustentabilidade e inclusão, moldando um novo perfil de liderança empresarial no país.

Esse avanço ocorre em um contexto de alta inflação acumulada (5,2% em 2025), juros altos e vacilações no mercado formal, forçando muitas a buscar alternativas de renda por necessidade ou oportunidade. A informalidade ainda persiste em 41% dos empreendimentos femininos, mas há avanço na formalização.

Women entrepreneurs meeting — Jornal Metro

Formalização avança, mas barreiras permanecem

A abertura de MEIs (Microempreendedores Individuais) por mulheres cresceu 18% em 2025, com destaque para áreas como educação, estética e tecnologia. Segundo o Mapa do Empreendedorismo Feminino 2026, do Sebrae, 56% das MEIs femininas agora têm CNPJ ativo, contra 49% em 2023.

Ainda assim, o acesso a crédito permanece desigual. O BNDES confirmou que apenas 22% dos empréstimos para micro e pequenas empresas foram destinados a mulheres em 2025. “Falta garantia colateral e, muitas vezes, falta também credibilidade institucional”, afirmou a diretora de Inclusão Financeira do BNDES, Maria Clara Souza.

Essa disparidade impacta diretamente o tamanho dos negócios: empresas lideradas por mulheres têm, em média, R$ 18 mil de faturamento mensal, contra R$ 32 mil de empresas lideradas por homens, segundo dados da Rais 2025.

Woman using laptop business dashboard — Jornal Metro

Educação e redes de apoio viram alavancagem

Programas de capacitação, como o Empreender Mulher, do governo federal, e iniciativas privadas, como o She Leads Africa Brasil, já formaram mais de 120 mil mulheres em 2025 em áreas como finanças, marketing digital e gestão de negócios.

Esses programas incluem mentoria, acesso a feiras enetworks, além de oficinas de negociação e precificação. Uma delas, a loja virtual de cosméticos naturais Vida Verde, de Ana Paula Lima, cresceu 200% em dois anos com apoio de uma aceleradora focada em mulheres.

“Aprendi a calcular meu markup correto e a não subvalorizar meu trabalho”, contou Ana Paula ao portal de economia. “Hoje, meu lucro líquido é 37% maior do que no primeiro ano.”

  • 43% das empreendedoras afirmam que acesso a mentoria foi decisivo para o crescimento;
  • 61% não tinham experiência prévia em gestão antes de abrir o negócio;
  • 78% usam redes sociais como principal canal de vendas;
  • 29% já contrataram funcionários — índice recorde entre as mulheres.

Setores em ascensão: saúde, tecnologia e sustentabilidade

A saúde mental e bem-estar lideram o ranking de novos empreendimentos femininos, com aumento de 24% no número de clínicas, apps e programas de apoio psicológico. Empresas como a Conexão Mulher, que conecta terapeutas a clientes em todo o Brasil, faturaram R$ 4,2 milhões em 2025.

A tecnologia também ganha força: mulheres estão criando soluções para acessibilidade, educação inclusiva e agricultura familiar. A startup EcoField, de Natal, desenvolve sensores para pequenos agricultores — e é comandada por duas engenheiras agrônomas.

“Criamos algo que sentimos falta: uma tecnologia simples, barata e adaptada à realidade do pequeno produtor. Não encontramos isso em ferramentas tradicionais”, afirmou Beatriz Almeida, cofundadora.

Female tech founders presenting prototype — Jornal Metro

Empreendedorismo rural: novas líderes no campo

No meio rural, o número de mulheres com CNPJ próprio saltou de 1,2 milhão em 2023 para 1,8 milhão em 2026. A expansão se deve a políticas públicas como o Pró-Sementes, que financia microempreendedoras no setor agrícola, e a chegada de energia elétrica e internet em áreas antes isoladas.

Estados como Bahia, Pernambuco e Minas Gerais lideram o crescimento, com cooperativas exclusivamente femininas produzindo orgânicos, artesanato e agroindústria. No Ceará, a Cooperativa de Mulheres Agroecológicas do Sertão (Coomasertão) faturou R$ 6,5 milhões em 2025 e emprega 237 mulheres.

“A terra deixou de ser só um lugar de trabalho para virar também um espaço de construção de identidade e renda própria”, destacou a líder comunitária Joana Silva, durante o Fórum Nacional de Mulheres Rurais.

Desafios estruturais: equilíbrio entre vida pessoal e negócios

Mesmo com o avanço, a dupla jornada continua sendo um obstáculo. Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 79% das empreendedoras são mães e convivem com a responsabilidade por cuidados domésticos e infantis.

A falta de creches públicas e acessíveis é citada por 64% delas como fator limitante para o crescimento. “Trabalhar em casa não é sinônimo de tempo livre. O dia tem 24 horas, e elas precisam de mais apoio institucional”, afirmou a socióloga Carla Monteiro, autora do estudo.

A Lei do Empreendedor Materno, aprovada em 2025, criou incentivos fiscais para empresas que oferecem creche ou vale-creche, mas apenas 17% das MEIs femininas conhecem a medida. A fiscalização e divulgação ainda são limitadas.

Visibilidade e representatividade mudam a cultura

A presença de mulheres em eventos de inovação, feiras de negócios e programas de aceleração cresceu 42% em dois anos, segundo dados da AB Startups. Empresas como NuvemShop, Kroton e XP Inc. agora têm mulheres em cargos de liderança em mais de 38% dos cases de mentoria.

Essa visibilidade ajuda a derrubar o estereótipo de que “empreendedor é homem”. Um levantamento do Ipea mostrou que jovens de 18 a 24 anos têm 3x mais chances de considerar abrir um negócio quando têm referências femininas próximas.

“Quando minha filha me vê em reunião ou palestra, ela entende que não é só ‘algo que os homens fazem’. É um legado de autoridade e sonho”, disse a empresária de moda sustentável Roberta Dias, ao receber o prêmio Líderes do Futuro 2026.

O futuro: inclusão, inovação e escala

O próximo desafio é escalar os negócios femininos. Apenas 9% das empresas lideradas por mulheres ultrapassaram os R$ 1 milhão de faturamento anual em 2025 — índice que deve subir para 15% até 2028, segundo projeções do IPEA.

Asa ações de apoio precisam evoluir de capacitação para acesso a mercado e investimento. “Não basta ensinar a fazer o bolo. É preciso ajudar a vender, distribuir e escalar”, afirmou o economista Roberto Leão, diretor do Centro de Estudos Empreendedorismo e Inovação.

No horizonte, surgem fundos exclusivos para mulheres, como o She Capital, com R$ 200 milhões em recursos, e programas de procurement corporativo que priorizam fornecedoras. A expectativa é que até 2030, o empreendedorismo feminino contribua com mais de 3% do PIB brasileiro.

A força do empreendedorismo feminino não é mais uma tendência: é um movimento estrutural, impulsionado por necessidade, coragem e visão de futuro. O Brasil está apenas começando a desenhar seu impacto real.

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