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Nova terapia promissora reverte danos cerebrais em modelo animal de Alzheimer

Uma descoberta científica recente, publicada na renomada revista Nature Medicine, aponta para um avanço significativo na busca por tratamentos eficazes contra a doença de Alzheimer. Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram uma nova abordagem terapêutica que demonstrou a capacidade de reverter danos cerebrais em modelos animais da doença, oferecendo um vislumbre de esperança para milhões de pessoas afetadas globalmente. A pesquisa focou em um mecanismo celular específico que se acredita ser um dos principais motores da neurodegeneração observada no Alzheimer. A equipe conseguiu modular a atividade de proteínas envolvidas em processos inflamatórios crônicos no cérebro, um fator cada vez mais reconhecido como crucial no desenvolvimento e progressão da doença. Os resultados preliminares são animadores e abrem novas avenidas para a investigação clínica. A terapia experimental, ainda em estágios iniciais de desenvolvimento, utilizou uma combinação de comp...

Com Covid em baixa, Saúde de SP agora se preocupa com disparada dos casos de dengue

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, até o dia 16 de novembro foram 7,2 mil casos em comparação com cerca de 2 mil em 2020


Os caos confirmados de dengue tiveram aumento expressivo na cidade de São Paulo em 2021 e o total de registros já é três vezes maior do que toda a soma de casos do ano passado. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, até o dia 16 de novembro foram 7,2 mil casos em comparação com cerca de 2 mil em 2020.

"O número de 2020 todo representa 28% do total de 2021. Trata-se de um aumento importante em relação ao ano anterior. Temos proximidade com a Baixada Santista, e a alta do fluxo de viagens traz mais risco para a capital", explica Melissa Palmieri, médica da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.

Em 2019, a doença teve uma situação ainda mais alarmante, com quase 17 mil casos confirmados de dengue e três mortes. Em 2020 foi registrado um óbito pela e, neste ano, até o momento, nenhuma morte foi identificada. O texto conta com informações do R7.

Outro fator que alerta os especialistas é o aumento dos casos de chikungunya, doença que também pode ser transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue. São notificações de casos importados (aqueles vindos de outras cidades) e autóctones (natural da região).

"Em 2019 foram 46 casos importados e dois autóctones; em 2020, 17 importados e um autóctone; e, neste ano, já são 79 importados e 63 autóctones. É raro o mosquito transmitir dengue e chikungunya ao mesmo tempo, mas é possível", diz a médica.

"Estava horrível viver"

Paulistas relatam as dificuldades enfrentadas após a infecção por dengue vividas por eles e suas famílias. É o caso de Camilla Jorge que tem 30 anos, é jornalista e hoje mora em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Ela foi picada pelo Aedes e ficou doente na época em que vivia com a mãe, na zona norte da capital. Não só ela, mas também a avó, o que preocupou ainda mais a família durante um surto de dengue na capital paulista.

"Lembro de ficar muito mal e perdi uma viagem para a Chapada dos Veadeiros (GO). Era um feriado. Eu não conseguia nem levantar o celular para ver foto nem tinha forças para apertar o sim e continuar assistindo... [serviço de streaming]", relata.

Camilla conta que quando ia ao hospital para fazer a contagem de plaquetas sempre encontrava a unidade cheia. "Tinha uma mulher na espera que queria passar na frente. A enfermeira disse a ela: 'Você acha que está péssima, olha aquela ali na parede', e era eu, encostada. Tenho uma vaga ideia do que estava acontecendo porque estava horrível viver", lembra.

Mesmo nos dias atuais a mulher diz que faz de tudo para evitar uma reinfecção: "Já ouvi dizer que em uma segunda vez os sintomas podem ser piores". Ela conta ainda que evita deixar água parada e usa um tipo de veneno contra insetos para evitar visitas indesejadas de parasitas que vivem na área de mata próximo à sua casa.

Sintomas e grupos de risco

Os sintomas da dengue podem ser facilmente confundidos com os de outras doenças. Por isso é importante procurar ajuda dos médicos. Entre os sintomas estão febre alta com início súbito, dores de cabeça, no corpo, atrás dos olhos e nas articulações, manchas vermelhas na pele, náuseas, vômitos, cansaço extremo, tontura e perda de apetite.

Assim como a Covid-19, a dengue também tem um grupo de risco como gestantes e pessoas com comorbidades (diabetes, doença renal, entre outras).

Na triagem realizada no hospital, o profissional vai fazer o teste rápido para identificar o vírus. Além disso, será feita a aferição da pressão arterial, além de verificar se há sangramento ou outros sinais como desidratação.

"O tratamento depende da classificação de risco. Ir à UBS reduz de 20% para 1% a mortalidade. É importante reportar aos profissionais de saúde se há casos de dengue na vizinhança. Se der positivo o teste, vai receber a carteira de arbovirose. Deve tomar água e monitorar os sinais de alerta. Entre o terceiro e o quinto dias, a febre desaparece, mas nem sempre isso é bom sinal. O paciente pode desenvolver sangramento e deve voltar à UBS", enfatiza a médica Melissa Palmieri.

Afeta toda a cidade

Os bairros de São Paulo com registros mais frequentes de casos de dengue em 2021, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, são Cachoeirinha e Brasilândia, na zona norte, Itaquera e Cidade Tiradentes, na zona leste, e Jardim São Luís, na zona sul.

Mas os especialistas lembram que, considerando que o mosquito voa, o risco existe em qualquer localidade. "Nesses locais de maior concentração populacional você verá mais casos, com alta transmissão larvária. O município está em alerta. Não podemos menosprezar que não haja repercussão em outros bairros de São Paulo. Áreas nobres têm outros riscos, como piscinas abandonadas. Na periferia o problema é a caixa-d'água", aponta a médica.

Especialistas lembram que a prevenção é a melhor maneira de evitar o avanço da doença, eliminando criadouros do mosquito em casas e também terrenos baldios. Assim como os moradores, o poder público também deve fazer sua parte no controle das larvas e mosquitos.

"Antes das férias, aumenta a preocupação porque as pessoas vão viajar e deixam recipientes com água limpa parada em casa. Na pandemia, as pessoas ficavam mais nas residências e estavam mais vigilantes com criadouros. Agora não mais. É um trabalho simples, de vigilância", continua a especialista.

Medidas que devem ser adotadas

• Revisar a condição das caixas-d'água. Elas precisam estar bem tampadas e com vedação. É preciso cuidado no armazenamento de água durante a crise hídrica;

• Calhas, lajes e telhas devem estar higienizadas e desobstruídas;

• Muros que têm cacos de vidro em cima podem acumular água;

• Verificar objetos de acúmulo de água como garrafas, baldes e pneus;

• Se desfazer até mesmo tampas de refrigerante e recipientes pequenos que possam ter água parada;

• Evitar deixar água parada nos pratos das plantas.

O mosquito Aedes aegypt é um parasita de hábitos diurnos, por essa razão algumas medidas simples como usar repelente e roupas claras que podem identificar a circulação do mosquito.

É a fêmea do mosquito que transmite a doença. Ela se alimenta de sangue e precisa dele para botar os ovos por isso, de acordo com especialistas, ela pode picar até oito pessoas em uma só viagem.

Fumacê

A prefeitura de São Paulo realiza quatro vezes por ano a avaliação larvária nos bairros da Cidade. Essa ação geralmente ocorre nos meses de janeiro, maio, junho e outubro. É um trabalho amostral em imóveis para analisar o nível de infestação. Além disso, são feitas vistorias mensais em pontos estratégicos onde foram observados casos recorrentes de criadouros, como cemitérios.

Conhecido como fumacê, o processo de nebulização é uma atividade que ocorre quando há confirmação de casos em uma região. Enquanto existe apenas suspeita, os agentes de saúde fazem as visitas de residência em residência para educar a população e eliminar criadouros.

"Os agentes de saúde enfrentam dificuldades para entrar nas casas. Agentes comunitários nos auxiliam. A pandemia também dificulta, mas é o momento de estarmos juntos contra a dengue e a chikungunya", destaca Melissa Palmieri.

Ainda com relação ao fumace, quando a presença concentrada de mosquitos é confirmada, é aplicado um adulticida na região para matar os mosquitos vetores por meio de um equipamento em veículos ou nas costas do agente de saúde.

Apesar de a zika também ser transmitida pelo Aedes aegypt, não há motivo de alerta de preocupação para esta doença na cidade de São Paulo.

"Não é só Covid-19. Também temos que estar preocupados com dengue e chikungunya. Tirar uns minutos toda semana para olhar a casa e a vizinhança e evitar criadouros. Prevenção é um componente importantíssimo antes das férias e viagens e também durante a restrição hídrica. Não podemos sobrecarregar ainda mais o serviço de saúde. A chikungunya pode deixar lesões crônicas em pacientes", conclui a médica da Vigilância Epidemiológica.

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