Bolsa Família aumentou: veja quanto você vai receber
O governo federal confirmou um reajuste de 15% no Bolsa Família. Com isso, o benefício mínimo sobe de R$ 600 para R$ 691 por mês.
O valor médio pago às famílias também aumenta: passa de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a valer em outubro.
O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17), em reunião no Palácio do Planalto. A medida foi publicada por decreto e acontece a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições.
Resumo da matéria
- O piso do Bolsa Família sobe de R$ 600 para R$ 691, um reajuste de 15% anunciado pelo governo federal.
- O valor médio pago sobe para R$ 777, e os novos valores valem a partir da folha de outubro.
- Famílias com renda por pessoa de até R$ 218 continuam tendo direito ao programa, desde que estejam no CadÚnico.
O que muda no seu bolso
O reajuste representa um aumento de R$ 91 no valor mínimo que uma família recebe. Para quem recebe o valor médio, a diferença é de R$ 102 a mais por mês.
Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste é feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) até agosto. “Medida de justiça social com essas famílias nos termos da lei”, afirmou o ministro, segundo o SBT News.
O impacto fiscal da medida é estimado em R$ 5,8 bilhões em 2026. O cálculo considera os três meses em que o valor reajustado será pago: outubro, novembro e dezembro.
Quem continua tendo direito
As regras de entrada no programa não mudaram. Para receber o Bolsa Família, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda mensal por pessoa de até R$ 218.
O cálculo é simples: soma-se toda a renda da casa e divide-se pelo número de moradores. Se o resultado for igual ou menor que R$ 218, a família está elegível.
Além da renda, é preciso cumprir condicionalidades nas áreas de saúde e educação. Isso inclui manter as crianças na escola e com a vacinação em dia.
Os adicionais que fazem a diferença
O Bolsa Família não paga apenas o valor básico. Há benefícios extras que aumentam o total recebido, dependendo da composição da família:
- R$ 150 por criança de 0 a 6 anos (Benefício da Primeira Infância)
- R$ 50 para gestantes e nutrizes (Benefício Variável Gestante e Nutriz)
- R$ 50 por criança ou adolescente de 7 a 18 anos (Benefício Variável Familiar)
- R$ 50 para bebês de até 6 meses (Benefício Variável Familiar Nutriz)
Com o reajuste, o Benefício de Renda de Cidadania — o valor base por integrante da família — também sobe de R$ 142 para R$ 164.
Quando o dinheiro cai na conta
Os pagamentos de setembro seguem com os valores antigos. As datas vão de 17 a 30 de setembro, organizadas pelo final do NIS.
Já o reajuste entra na folha de outubro. Os primeiros repasses com os novos valores começam em 19 de outubro e seguem até 30 de outubro, também conforme o final do NIS.
Fique atento: os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, cartão Bolsa Família ou sacados nas lotéricas. Mesmo com a greve dos bancários da Caixa, os pagamentos estão mantidos.
Bolsa Família em números
O programa atende atualmente 19,3 milhões de famílias em todo o país. O valor médio pago hoje é de R$ 678,18, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social.
Com o reajuste, a despesa mensal do governo com o programa sobe de R$ 13,04 bilhões para cerca de R$ 15 bilhões.
A maioria dos responsáveis familiares são mulheres: 74,8% são mulheres negras, segundo dados do MDS. O programa é apontado como instrumento para romper o ciclo intergeracional da pobreza.
Perguntas frequentes
O aumento do Bolsa Família já vale para setembro?
Não. Os pagamentos de setembro seguem com os valores antigos. O reajuste só começa a valer na folha de outubro, com os primeiros depósitos a partir de 19 de outubro.
Quem tem direito ao Bolsa Família?
Famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal por pessoa de até R$ 218. É preciso também cumprir as condicionalidades de saúde e educação, como manter crianças na escola e com vacinação em dia.
Qual é o valor máximo que uma família pode receber?
Não há um teto fixo. O valor depende da composição familiar. Uma família com crianças pequenas, gestantes e adolescentes pode receber bem mais que o piso de R$ 691, somando todos os adicionais.
